segunda-feira, 31 de maio de 2010

As bandeiras da Copa: Camarões!



Camarões
(artista: Fernanda Andrade)

Um francês será o técnico deste time, reforçando o affair entre África e França em campo.

As bandeiras da Copa: Holanda!



Holanda
(artista: Fernanda Andrade)

A Holanda é um país muito pequeno, com muitos imigrantes de diferentes nacionalidades.

As bandeiras da Copa: Grécia!



Grécia (artista: Fernanda Andrade)

O déficit da União Européia teve significante contribuição grega.

As bandeiras da Copa: Argélia!



Argélia (artista: Fernanda Andrade)

Existem laços antigos entre Argélia e França, dentro e fora do campo de futebol.

As bandeiras da Copa: Argentina!



Argentina
(artista: Lena Amorim)
Don´t cry for me Argentina

As bandeiras da Copa: Japão!



Japão
(artista: Vinícius Malvão)
A inspiração dessa bandeira veio das baleias. Mesmo com mais de 20 anos de proibição da pesca predatória da baleia para fins comerciais, o Japão ainda navega por águas sangrentas, investindo em frotas e tecnologias para esta caçada e contribuindo para a extinção dos mamíferos!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tico e o Caso do Mascarado

Descobrir a literatura baseada em pulps que Luís Fernando Veríssimo criou com o Ed Mort, e saber que ele não criaria assim mais histórias para o personagem, só me instigaram em criar o detetive Tico para o zine O Escracho do Regaço. Depois, conhecer personagens como o Philip Marlowe, de Raymond Chandler, e até a literatura de Sherlock Holmes feita por Conan O'Doyle só instigaram ainda mais este universo que chega agora ao blog do Circo:

Tico e o Caso do Mascarado

Tico. É o meu nome. Começa com "t" e termina com "o". Sou detetive particular. Tenho um escritório na Taquara, subúrbio do Rio de Janeiro. Fica do lado de um centro de assistência social de um deputado e em cima de uma loteria que para fugir da crise está vendendo sorvete. A casquinha com duas bolas é um real. Só a casquinha sai por trinta centavos. Já eu permaneço tão quebrado que a última casquinha que comi foi de um machucado. No cotovelo. Para fugir da fome tentei até aderir ao suco de luz. Só que não gostei muito do sabor de lâmpada fervida. Deve ser porque estava queimada. Deixa pra lá. Parei de pensar em comida e comecei a me refrescar com o vento que entrava pela janela. Até que lembrei que não tenho mais janela. Até tinha. Só que ela era tão pequena que o síndico a tampou achando que era um buraco não fechado de ar-condicionado. O síndico vem aqui uma, no máximo duas vezes por semana. Embora o encontrem diariamente, nos três turnos de expediente, no bar do Guto. Às vezes, até dá serão por lá.

Pois bem, foi quando eu estava, na falta de uma bebida, tomando ar, que ela entrou. Quer dizer, quem entra são as pessoas comum. Aquilo era uma estréia diante dos meus olhos. Uma morena tão grande que se eu parasse para a admirar como merecia, começaria a observar na hora da novela das seis e quando começasse o programa do Jô só teria passado um pouco dos joelhos. Isso se eu não me prendesse aos detalhes. Como se não bastasse toda a beleza externa que ela me proporcionava, ainda falava. E que voz:

- Detetive particular? - ela perguntou.

- Pelo visto, não sou o único. Foi você quem me descobriu. - disse numa tentativa de quebrar o gelo. Ela não sorriu.

- Preciso que me ajude a encontrar uma pessoa. Um homem. O Mascarado.

Num momento de lampejo pensei em explicá-la não haver motivo para isso. O mascarado era eu, iria dizer, só que a máscara era um passado e agora eu poderia viver ao lado dela de cara exposta, sem vergonha alguma. Todavia, achei mais sensato perguntar:

- Quem?

- Sou casada com o Mascarado. Você deve conhecê-lo. Está em todos os jornais.

Realmente lembrei de ter lido sobre um Mascarado num jornal da semana passada. Porém a leitura foi abruptamente interrompida. O jornaleiro reclamou que eu estava há três minutos com o jornal na mão e não fazia nenhuma menção em comprá-lo. Disse a ele que nunca mais voltaria àquela banca e virei a cara, ignorando assim o “que bom” que o mesmo acabara de soltar. Porém não queria perder o foco no momento que estava vivendo e foquei no decote da morena parada diante da minha pessoa. Disfarçando, é claro. Fingi estar fazendo a ponta no lápis. Na falta de um, utilizei uma bic ponta fina cuja carga acabara há exatos três anos. Ela continuou:

- Como você sabe, meu marido é um dos líderes da milícia na zona oeste. Esteve preso até sair da penitenciária pela porta da frente.

- Então a justiça prevaleceu, ele foi inocentado e em seguida solto. - concluí como um Sherlock concluiria para seu criado Watson. Finalmente ela sorriu. E prosseguiu.

- Percebo que para um detetive você também sabe ser irônico. Dizem que foi um dos subornos mais caros daquele presídio. Desde aquela tarde, Mascarado está foragido.

- E desde então ninguém mais o viu. - Achei que agora sim estaria sendo conclusivo.

- Pelo contrário. - contrariou-me ela mais uma vez – Mascarado gravou um vídeo no local onde está escondido e o postou na internet. Disse que vai voltar para tomar o que é seu. A cidade toda assistiu o Mascarado pela web. É inclusive um sucesso de acessos.

Quando a coisa mais moderna do seu escritório é um furador manual de papel, você realmente crê que talvez seja a hora de se modernizar. Não me deixei distrair pela minha falta de upgrade e voltei a reparar na moça. Se chamava Lurdes, mas era conhecida como Lola. O Mascarado se chamava Pascoal, mas era conhecido como Mascarado. Eu me chamava Tico e era conhecido como endividado. Definitivamente, é um tempo em que ninguém mais se trata pelo nome. Lurdes e Pascoal, ou melhor, Lola e Mascarado, se conheceram no pagode do Betão, um bombeiro que atua como miliciano e sambista. Isso há quatro anos. Mascarado na época apenas fazia a segurança de uns políticos locais. Ela fazia supletivo a noite e trabalhava numa bomboniere. Dois meses depois ela já havia largado o estudo e o trampo para viver com ele numa casa pequena porém confortável. A ascensão de Mascarado foi rápida. O vereador para quem fazia a proteção fora assassinado. Mascarado chegou a ser acusado, só que nada foi provado. Até porque no dia do julgamento misteriosamente, como consta nos autos, as testemunhas resolveram simplesmente não aparecer para testemunhar nada. Em menos de um ano, assumira o controle de vários grupos de milicianos. Um tempo depois, acabou preso com um grupo de pessoas ligadas à milícia. A diferença é que o Mascarado arrumou uma maneira de meter o pé pela porta da frente. E isso sem ter sido julgado ou inocentado!

Depois de me entregar este obscuro dossiê de seu cônjuge, Lola me abraçou chorando. Os seios chegaram antes. Bem antes. Ela chorava como um chafariz da belle èpoque e me pedia ajuda. Confessou que o amava e estava infeliz de não ter notícias dele. Temia até o fato de ter virado uma viúva sem saber. As lágrimas escorrendo dos olhos dela e chegando ao decote acionaram o lado mais sensível em mim, e olhei para o nada esmiuçando os olhos como quem faz um juramento de vingança ou sofre de miopia. Ela se afastou de mim e pediu descrição de minha parte. Mascarado havia inimigos e a polícia nada poderia saber. Perguntou se precisava de algum adiantamento.

- Pode ter certeza que isso vai custar caro. - Disse tirando um cigarro e colocando na boca. Me dei mal. Não era o cigarro. Era a bic.

- Diga-me o valor. - disse ela de forma direta.

- Pode começar com uma casquinha ali da loteria. Duas bolas, por favor.

Ela riu novamente e tirou um cheque de quinhentos reais da carteira. Agora era trocar aquele cheque, pegar minha casquinha e começar o trabalho. Me senti poderoso. Poderia pedir até quatro bolas de sorvete.

(continua em breve neste blog)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Popload Gig 2 em flashback!

Um gostinho do que foi o Friendly Fires no Popload Gig 2, em agosto de 2009, no Circo Voador.

Friendly Fires, "Jump In The Pool" (@ Circo Voador, Rio de Janeiro) from Bruno Natal on Vimeo.



Shot and directed by: Bruno Natal, Daniel Ferro & Tiago Lins

Edited by: Daniel Ferro

Effects by: Tiago Lins

A próxima edição do Popload Gig 3 acontece no dia 12 de junho no Circo Voador e traz na programação MEN, Girls e Zé Maria.

Uma pitada a mais na pista!



Galalau e Léo Gadelha
são os responsáveis pela Festa Pitada, uma grata surpresa na noite carioca que, aqui no Circo, fez a alegria no salão de quem esteve no show da Céu, em janeiro deste ano, e da Cat Power, neste último 21 de maio. No blog dos caras, além da agenda de festas, eles trazem dicas e resenhas musicais, clips e uma rádio online. Confira clicando aqui.

Popload Gig 3 dá F5 na cena musical

Sabe quando você quer atualizar a página no seu computador e aperta o botão F5? Pois bem, esta deve ser a tecla que o jornalista Lúcio Ribeiro guarda escondida nos seus ouvidos, pois o par que ele carrega na vida são um dos mais atualizados que a cena musical tem notícia. Prova disso foi o show arrebatador do Friendly Fires que o mesmo promoveu em agosto do ano passado, no Circo Voador, na segunda edição da festival Popload Gig.
A terceira edição do evento volta dia 12 de junho ao Circo com um line-up não menos arrebatador: a californiana Girls e o novo projeto das meninas ativistas do Le Tigre, MEN. A noite também tem a apresentação dos capixabas irados do ZéMaria.
Para instigar confira abaixo MEN e na sequência, ZéMaria.



sexta-feira, 14 de maio de 2010

Resultado da promoção Chá da Alice - a Festa

Perguntamos que ingrediente não poderia faltar no Chá da Alice - A Festa. Os ganhadores foram André Dspordero (Não pode faltar: Luz. Sem luz não tem festa né?) e Camila Revelles (No Chá de Alice não pode faltar açúcar, porque de amarga já basta a vida!), que mereceu o prêmio para sair da amargura. Ambos ganham um par de convites para curtirem neste sábado, 15 de maio, Chá da Alice - A Festa!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quer dar bandeira nessa Copa?

O Circo Voador vai promover mais uma edição do Golearte, a Copa do Mundo 2010 na lona mais agitada da Lapa. E como toda Copa, os tipos mais criativos dão a cara por toda a cidade com suas fantasias, alegorias, pinturas e decorações. Se você se enquadra no perfil, prepare-se para dar a maior bandeira nesta Copa, e de quebra ainda faturar uns brindes exclusivos do Circo Voador.
Crie a sua bandeira para um dos países abaixo e participe dessa grande festa conosco. Sua bandeira será produzida e pendurada durante todos os jogos do Brasil na Copa exibidos ao vivo no Circo Voador, que para não deixar a torcida parada terá shows, djs, exposições e muito mais.
Não deixe para os 45 do segundo tempo. Participe já!








As regras são simples:
1 – Escolha uma bandeira de um dos seguintes países: Brasil, África do Sul, Itália, Alemanha ou França.
2 – Crie uma nova versão da bandeira do país escolhido, mantendo-se fiel às cores originais/oficiais.
3 – Envie seu trabalho num arquivo em PDF, no formato 30x20cm (horizontal), com definição de 300 dpi.
4 – A equipe do Circo Voador vai selecionar as cinco melhores criações.
5 – Os autores das bandeiras escolhidas receberão, como prêmio:
a) R$ 100,00 (cem reais), dois pares de ingressos* e quatro chopps* (*válidos para um show no Circo Voador, em julho de 2010);
b) uma camiseta personalizada do Golearte;
c) a sua bandeira impressa em tecido (2x1m).
6 – Para participar, envie seus trabalhos até o dia 31 de maio para o seguinte e-mail: copa@circovoador.com.br.
7 – Todas as bandeiras escolhidas serão impressas em tecido (também no formato 2x1m) e expostas no jardim do Circo Voador, durante os jogos da Copa do Mundo de 2010.
8 – O resultado será divulgado no dia 5 de junho no site do Circo Voador (www.circovoador.com.br).

Estamos na torcida pela sua bandeira!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Promoção Chá da Alice - A Festa!



Qual ingrediente não pode faltar neste Chá da Alice - A Festa, que acontece no próximo sábado, dia 15 de maio, no Circo Voador, a partir das 22h? As duas melhores respostas vão ganhar um par de ingressos para curtir esta festança. Para participar mande sua dica de ingrediente para chanocirco@gmail.com até quinta, dia 13 de maio. Participe e bom chá para todos!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Preparando o Chá da Alice!


Está em produção nos jardins do Circo Voador o filme da festa Chá da Alice, que rola aqui no dia 15 de maio. Vários cogumelos foram catados especialmente para o chá da equipe, e a gravação promete durar muitas horas.
Se liga no vídeo, em breve num youtube perto de você!

Dicas do Vinil é Arte: Donald byrd - Black byrd (1972-Blue Note)


Donald Byrd nasceu em 9 de Dezembro de 1932. Byrd tocou com Lionel Hampton e o grupo Jazz Messengers, de Art Blakey, substituindo Clifford Brown. Em 1955, grava com Jackie McLean e Mal Waldron. No ano seguinte deixa os Jazz Messengers, e inicia um período em que toca com diversos músicos de jazz, como John Coltrane e Herbie Hancockou. Na década de70, afasta-se do hard bop entrando no jazz-funk, soul jazz e rhythm and blues. Juntamente com os Mizell Brothers, produz o álbum Black Byrd, que se torna o álbum mais vendido, até à data, da Blue Note Records.

(via DJ MBGROOVE)

Dicas do Vinil é Arte: Stevie Wonder – Fulfillingness First Finale (1974-Motown)


Fulfillingness First Finale parece mais uma coletânea, pois todas as músicas são clássicas!
Destaques para as faixas "You Haven't Done Nothing", uma das maiores grooveiras da história do soul, e "Bird Of Beauty", que traz uma cuíca na introdução e Stevie cantando um trecho em português, deixando clara a influência da música brasileira, em especial do samba.
Mais um grande álbum de um dos maiores artistas do século.

(via DJ MBGROOVE)

Dicas do Vinil é Arte: Banda Black Rio – Maria Fumaça (1977-WEA)


Esse disco é considerado a revolução da Soul Music no Brasil. A Black Rio, grupo carioca formado em 1976, tem repertório baseado na música funk misturada com samba e jazz, com forte acento dançante. Gravou três discos (”Maria Fumaça”, “Saci Pererê” e “Gafieira Universal”) que fizeram grande sucesso nas pistas de dança. Além de composições próprias, a Banda Black Rio gravou suas versões para músicas como “Na Baixa do Sapateiro” (Ary Barroso), “Casa Forte” (Edu Lobo). Comparada a outros conjuntos de soul-funk estrangeiros como Kool And The Gang e Earth, Wind And Fire, a Black Rio desenvolveu a soul music instrumental brasileira e acabou virando objeto de culto nas pistas de dança da Inglaterra no fim dos anos 90, com uma mistura possante de samba, soul, gafieira, funk e jazz. Entre os músicos da banda estavam, Oberdan Magalhães (sax), Cláudio Stevenson (guitarra), Jamil Joanes (baixo) e Cristóvão Bastos (piano), entre outros.

(via DJ MBGROOVE)

Dicas do Vinil é Arte: Nação Zumbi – Fome de Tudo (2010 – Polyson)


A Nação Zumbi quase dispensa apresentações – fez seu primeiro show em 1991, em Olinda – PE, e originalmente chamava-se "Chico Science & Nação Zumbi". O cantor e compositor Chico Science, líder e vocalista da banda, fundou, junto com a banda Mundo Livre S/A, o movimento Manguebeat. Chico Science e Fred Zero Quatro (do grupo Mundo Livre S/A) escreveram um Release, que acabou virando um manifesto do movimento Manguebeat, o Manifesto dos Caranguejos com cérebro, que tem como símbolo, uma antena parabólica colocada na lama, tornando-se assim um dos principais movimentos e banda dos anos 90 no Brasil.
No dia 2 fevereiro de 1997, Chico Science faleceu devido a um acidente de carro, quando seguia de Olinda para Recife. Em seu lugar nos vocais veio Jorge dü Peixe, que já tocava alfaia na banda. De lá pra cá a banda já lançou 5 discos, mais esse novo.
Quem acompanha o mundo vinil sabe que a Polysom, a última fábrica que esteve em atividade em toda a América Latina, acaba de ser comprada, reformada e reativada pela gravadora Deck Disc. Os três primeiros lançamentos da fábrica ressuscitada foram os discos novos da Pitty, Cachorro Grande e Nação Zumbi. O disco está à venda nas Livrarias Saraiva, mas, mesmo sendo produto nacional, não tem um preço lá muito camarada comparado a discos gringos e outras raridades.

(via Dj Tuta)

Dicas do Vinil é Arte: Ave Sangria – Ave Sangria (1975 - Continental)



A banda era conhecida como “Os Stones do Nordeste”, pois escandalizou a Recife de 1974, da mesma forma que os Rolling Stones a Londres de dez anos antes. A banda, que inicialmente chamava-se Tamarineira Village, tinha músicos que usavam batom, beijavam-se na boca em pleno palco, faziam uma música suja, com letras falando de piratas, moças mortas no cio.
A hoje cult e lendária Ave Sangria teve curta carreira, se dissolveu após o baque sofrido com a censura e apreensão do primeiro e único LP, por causa da faixa Seu Valdir (o disco foi relançado sem esta música, que, cantadas pelas vozes masculinas do grupo, declara uma louca paixão não correspondida pelo Seu Valdir).
Foi um conjunto musical brasileiro de rock rural, um dos principais expoentes da cena musical psicodélica pernambucana dos anos 1970, que alcançou prestígio em Pernambuco e no Sudeste, onde algumas das faixas do único álbum que lançaram tocavam bem nas rádios.
Essa dica do Vinil é Arte vai em homenagem a um grande figura pernambucana – o cineasta Claudio Assis, que nos apresentou esse som em fevereiro desse ano, no bar Ximxim da Baiana, em Olinda.

(via Dj Tuta)

Dicas do Vinil é Arte: Di Melo – Di Melo (1975 - Odeon)



Poucos conseguem explicar como o som de Di Melo ficou no anonimato por tanto tempo. O disco que leva seu nome, seu primeiro, único e badalado álbum, é um dos mais originais da geração black & soul da década de 70, sendo até hoje disputado em sebos por fãs e colecionadores.
O caruaruense Di Melo chegou a São Paulo nos fins dos anos 60, quando começa a tocar na noite paulistana. Em 1975, é lançado pela Odeon o disco que leva seu nome, e conta com a participação de Hermeto Pascoal e de Heraldo do Monte, o álbum teve canções com relativo sucesso, como a “Kilariô”. Sua redescoberta se dá na década de 90, por DJ´s ingleses, quando a música “A vida em seus métodos diz calma” aparece na coletânea “Blue Brazil Vol. 2”.
Considerado um dos artistas que mais próximo chegou a uma linguagem soul nacional, Di Melo nos brinda com muita desenvoltura e originalidade, passando pelo “tango nordestino” da música “Sementes” , o groove irresistível de “Pernalonga” , e pela romântica “Alma gêmea “ – seu disco é presença obrigatória em qualquer festa black.
Com grande apuro musical, e de um deboche sutil e elegante, o pernambucano Di Melo retornou aos palcos em julho de 2009 no Festival de Inverno de Garanhuns/PE, não só para reviver suas antigas canções, mas também para mostrar um recheado repertório, contando com um material novo e algumas surpresas, como as músicas feitas em parceria com Geraldo Vandré e nunca gravadas.
Contato: junior@refinariacultural.com
Fonte: http://refinariacultural.wordpress.com/

(via Dj Tuta)

Dicas do Vinil é Arte


Vinil é Arte é um coletivo de pesquisa musical, formado por 5 discotecários que se dedicam à formar uma vasta e diversificada coleção de música brasileira e estrangeira, principalmente a que foi lançada nas décadas de 50, 60 e 70, exclusivamente prensadas em vinil. Com núcleos em São Paulo (Niggas e Formiga), Rio de Janeiro (Tuta e MBGroove) e Juiz de Fora (Pedro), leva sua pesquisa ao público discotecando em festas, eventos e festivais, apresentando uma seleção que é de fato “o fino do vinil”, pra quem tem os ouvidos atentos à boa música. Apresentam raridades de grandes nomes da música, além de clássicos em versões inusitadas, num convite ao balanço, do samba ao jazz, do groove ao grito da cuíca. Com aquisições constantes desde que o grupo começou a girar seus discos, no final de 2001, o coletivo amplia cada vez mais a coleção, que tem hoje cerca de 7.000 discos.
O coletivo tem feito uma festa mensal na Lapa e participou em março do Clube do Vinil, promovido pelo sebo Baratos da Ribeiro. Em abril esteve na Primeira Feira Carioca de Discos de Vinil e no CopaFest, projeto de música instrumental em homenagem ao Beco das Garrafas, realizado no Copacabana Palace. O Vinil é Arte fez novamente o lounge do evento, com entrada franca (somente para o lounge), apresentando muita música instrumental brasileira, com foco na bossa nova e samba jazz.
E outra coisa bacana é que os caras sempre postam as capas de vários discos irados no facebook, o que gerou o convite de mostrar um pouco dessas raridades no blog do Circo.
Seguem aí as dicas de discos do coletivo! As 3 primeiras indicações do DJ Tuta e as outras 3 do DJ MBGroove!